Por Equipe Montolli Advocacia | 15 de outubro de 2019

A mediação é uma importante ferramenta de resolução de conflitos, sendo utilizada quando há problemas de comunicação entre as partes. É sabido que o diálogo e a confiança são fatores importantes para que um conflito seja solucionado, e é nesse contexto, buscando a melhor solução para ambas as partes envolvidas, que o mediador exerce sua função.
O mediador é um terceiro imparcial, não envolvido no conflito, que não pode dar conselhos ou tomar decisões, atuando apenas como um facilitador do diálogo, propiciando um ambiente favorável à comunicação entre as partes, criando uma atmosfera positiva e encaminhando as partes a analisarem o conflito, buscando a resolução com base nas reais necessidades, evitando discussões desnecessárias.
A mediação pode ser realizada extrajudicialmente, judicialmente ou de forma pública. Quando utilizada de forma extrajudicial, além de não haver a necessidade da formalização na via judicial, não há cumprimento dos prazos judiciais ou a demora do Judiciário. A mediação pode ser útil na economia de tempo, por ser mais célere, na economia financeira, tendo em vista os custos que envolvem um processo e mais flexível, considerando que não há as formalizações necessárias no contencioso. Há também um maior controle pelas partes, pois não estão vinculadas a uma decisão judicial, devendo chegar a um consenso, tendo em vista que a decisão é dada pelo consenso das partes.
Além disso, é considerada mais efetiva, devido ao fato de ser uma decisão das próprias partes, sendo cumprida de forma espontânea pelas mesmas e sem necessidade de qualquer tipo de coação. É uma forma mais amigável, pode haver a manutenção das relações, uma vez que se chegará a um acordo, podendo, inclusive, restaurar o diálogo e confiança entre as partes. Importante ressaltar ainda que ela pode ser cumprida a qualquer momento, até mesmo de forma preventiva, evitando que eventuais conflitos sejam gerados.
A mediação pode ser aplicada aos mais variados tipos de conflitos, desde societários até os trabalhistas e consumeristas. É indicada para a maioria dos conflitos, principalmente àqueles que envolvem relações duradouras e interpessoais e, pelo fato de não haver vencedores e perdedores, não há a criação ou aumento da rivalidade, podendo muitas vezes manter os laços afetivos existentes.